Presentear a garotada com brinquedos educativos, que ajudem no seu crescimento e desenvolvimento.
Este tipo de brinquedo leva à rotina das crianças brincadeiras com mais qualidade, sendo possível explorar e potencializar habilidades específicas, como conteúdos escolares, o aprendizado do alfabeto, da matemática e da leitura ou simplesmente brinquedos que estimulem a concentração e a expressão, como jogos, bonecas, carrinhos e blocos de montar.
“No universo infantil, as brincadeiras são ferramentas por excelência que atuam ludicamente no processo do desenvolvimento de várias habilidades como raciocínio, atenção, memória, capacidade de se relacionar com outras crianças e tudo mais que a imaginação dos pequenos permitir”, afirma a educadora Andrea Alves, uma das proprietárias da Casa do Educador.
Mas não é só comprar o item mais colorido e funcional da loja. “O principal cuidado é oferecer brinquedos educativos adequados para cada idade. Uma criança muito pequena não pode ter um brinquedo com peças que possam ser engolidas, arrancadas, com arestas que possam machucar”, alerta Andrea. A verificação do selo do INMETRO deve ser uma das principais preocupações na hora de escolher o mimo do seu filho.
Brinquedos educativos para cada idade
De 0 a 2 anos: Brinquedos com peças coloridas e brinquedos sonoros para estimular a percepção visual e auditiva são ótimos. Peças de encaixe auxiliam na associação de formas e na coordenação motora, assim como os carrinhos. Brinquedos com textura (macio, áspero, liso, rústico) desenvolvem o tato e fantoches estimulam a atenção, criatividade e concentração.
De 2 a 4 anos: Desenhos trabalham a imaginação, coordenação motora fina e firmeza nas mãos, que no futuro virão a favorecer a caligrafia. Blocos de encaixe aprimoram a coordenação motora, conhecimento de tamanhos e cores. Os quebra-cabeças ajudam na concentração e raciocínio espacial, mas nessa idade, não devem conter muitas peças. Os progressivos são interessantes.
De 4 a 6 anos: A clássica brincadeira de amarelinha, que trabalha números, equilíbrio, coordenação motora ampla e conceito de regras, pode ser interessante para crianças nessa faixa etária. Areia, argila e massinhas, trabalham o desenvolvimento tátil. Pular corda, além de ser um ótimo exercício aeróbico, melhora o equilíbrio e a movimentação física.
Aos pais fica a responsabilidade de observar a capacidade de compreensão de cada criança, pois caso o brinquedo ou brincadeira seja complexo ou simples demais, será rapidamente deixado de lado. “Os adultos precisam ter a consciência de que as crianças têm o tempo certo para cada brincadeira”, disse a educadora.
O tempo, que hoje é tão escasso, é fundamental para o relacionamento entre pais e filhos. Os adultos podem e devem brincar com as crianças sempre que possível, pois isso estimula a relação afetiva. Mas nada de invadir o espaço dos pequenos. O tempo em que a criança fica sozinha serve para exercitar a imaginação do faz de conta.
E Andrea alerta sobre a falta de tempo também na vida da criançada: “Natação, curso de informática, aula de inglês, reforço escolar… Uma agenda lotada é a realidade de muitos baixinhos hoje em dia. Quando não sobra tempo para brincar no meio disso tudo, surgem questões sérias com consequências que refletirão na fase adulta”. Às vezes, menos é mais.
Fonte: Vila Mulher